Toda comunicação de produto tem como premissa básica impactar o consumidor. Existem inúmeras formas para se atingir esse objetivo, do mais tradicional folheto distribuído em supermercados, até os filmes publicitários hollywoodianos feitos para a TV.

A publicidade no início do século XIX se contentava em explicar o que era o produto ou a marca, com muito texto e pouca ilustração. Com o surgimento da TV nos anos 40, esse formato comercial revolucionou o comportamento e o hábito do consumidor. Mais recentemente, a internet trouxe novas formas de comunicação e o compartilhamento de opiniões também se tornou uma relevante fonte de informação e influência.

Não precisa ser um gênio para entender o impacto que os games causam nas pessoas. Especialmente no que diz respeito ao engajamento e tempo de interação. Por conta desses atributos, nada mais natural do que o surgimento do advertising (propaganda) + games, que formou a tática conhecida como “advergame” no mercado publicitário.

Existem diversas modalidades voltadas para entretenimento, educação e capacitação. A sua aplicação é realizada em campanhas de marketing, eventos, treinamentos corporativos, entre outras ações.

Mas afinal: quais são os benefícios de um advergame para a comunicação de uma marca ou produto? Por se tratar de um game, a sensação inicial é de algo extremamente atrativo, aumentando a permanência do consumidor na interação com a marca. A fixação da mensagem é muito mais forte se comparada ao que acontece com os veículos tradicionais, como televisão ou rádio, já que as pessoas costumam se lembrar de 10% do que leem, 50% do que veem ou ouvem e 90% do que interagem na área publicitária. 

Outra vantagem do advergame como tática de comunicação (quando bem desenvolvido e executado) é a criação de um vínculo emocional e uma ampla captação de dados do consumidor – dados estes que poderão ser utilizados para outras ações de marketing. Além disso, é possível mensurar toda e qualquer atividade para o precioso retorno sobre o investimento (ROI) que as empresas buscam.

Neste universo, alguns tipos de segmentações são possíveis: o in Game Advertising (como as placas de publicidade nos campos de futebol), Around-Game (anúncios veiculados antes ou nos intervalos de uma partida ou fase) e o Advergame customizado que são jogos desenvolvidos para comunicar uma mensagem publicitária para produtos ou serviços.

Um exemplo de grande sucesso foi o case realizado pelo Burger King - “Sneak King” - em 2006. Foram criados três jogos exclusivos de Xbox como parte de uma campanha de marketing que, além de gerar demanda pelos produtos da marca de fast-food, ainda propôs que os jogos fossem vendidos.

Outro caso clássico de advergames foi o de Pespi-Invader (também conhecido como Coke WIns), que utilizava a mesma mecânica do Space Invaders e foi utilizado em uma convenção de vendas da concorrente histórica, a Coca-Cola em 1983.

O fato é que os games já fazem parte do mundo publicitários há décadas e essa evolução acompanhou as gerações e o avanço da indústria. As mulheres que agora também fazem parte do universo dos games, mesmo que nos jogos casuais, também amplificam o alcance dessa ferramenta de marketing.

Mas espere: nenhum jogo ou advergame faz milagre. Tem que ser bem feito, integrado com a comunicação para causar impacto. Criar e desenvolver um game para o mercado publicitário requer tanto conhecimento de mercado como técnico e, por isso, é indispensável que um planejamento seja feito entre clientes, agências e desenvolvedoras de jogos.

Se esse elo de comunicação não estiver afiado, é provável que o advergame seja mais um no meio de tantos milhares que são jogados uma única vez e caem no buraco do esquecimento.

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